Enredo 2017

 

1º Setor – As Rodas Que Giram… e Giram o Mundo.

Pelas estradas do velho tempo, a trupe de saltimbancos, em seus engenhos de madeira, tecido e arte cruzam o chão. A sátira, a crítica colorida de alegria dá visão à população de suas mazelas do dia a dia. Fervilha a Velha Europa e os artistas se travestem de realidade enlouquecida: O pequeno-gigante imperador que caiu de seu cavalo; A rainha lusitana que enlouqueceu e entrou para a história; Dialogam com os nobres que perderam suas cabeças na Revolução que da França mudou o mundo. Galhofa, palhaçada e ilusão! O diabrete ri do pão que amassa e o anjo ri de toda essa farsa. Sorrisos surgem quando a trupe chega. Sorrisos ficam quando o grupo parte para outras paragens. O show tem que continuar…

O mundo gira… e gira as rodas que giram as enormes carroças circenses. A arte cruza as estradas, atravessa cidades, quando suas portas se abrem , explode a magia, espalhando a alegria e refletindo em cada olhar o brilho de suas cores, marejando os olhos de emoção, o Circo chegou!!!

Alegria, suspense, arrepios e emoção! Enfim, é hora de partir… e novamente, o mundo gira… e gira as rodas das enormes carroças, deixam para trás sorrisos, mas também a saudade, o Circo se torna Arte Cigana, itinerante, é hora de alegrar outra cidade.

2º Setor – Um Céu de Lona

As rodas continuam a girar… cruzando a linha do tempo, atravessando gerações e gerações… trazem a evolução! As carroças se transformam em trens e, a cada vagão, o Circo leva um pedaço do seu próprio mundo, continua a cruzar cidades, arrebata corações que deixam seu lar para viver dessa arte, construir uma nova família, se apaixonar e se aventurar.

Neste mundo os artistas são operários, operários são artistas, batem seu chão, cravam suas estacas, criam o seu universo e erguem o seu céu, um céu feito de lonas. Viver da arte por amor! Viver na arte do amor! Viver num mundo de esplendor!

É hora do show! O som alegre da orquestra recebe o público, que feliz e conversador se acomoda. As belas dançarinas do Corpo de Baile, balançam seus quadris e seduz os marmanjos. Eis que o Dono do circo anuncia, com a voz mais forte, a frase que mais arrepia: Respeitável Público… Vai Começar o Maior Espetáculo da Terra!

Palhaços tomam conta do picadeiro, a felicidade é geral! Nariz vermelho, cara pintada e até perna de pau! Bordam sorrisos no rosto do respeitável público, caindo, pulando, com ou sem palavras, são graciosos e engraçados. O riso não omite, mas revela tudo que precisa ser visto e suavizado.

E num passe de mágica, tudo se transforma. Na cartola a surpresa, com o movimento das mãos surgem coelhos, flores e, em cada toque e retoque, nos olhos dos espectadores de todos os tempos há um brilho de fascínio.

3º Setor – Um Chão de Estrelas

Nos olhos vibrantes da criançada refletem o brilho das cores, nas mãos pirulitos, algodão doce, pipoca e refrigerante… Aahh… quem nunca gargalhou e se lambuzou?

Enquanto isso, no picadeiro, as surpresas continuam a surgir, de pequenos carros de brinquedo, saem dezenas de palhaços e de uma pequena maleta, bonecas de pano ganham vida, contorcionistas que dobrando e desdobrando, desfazendo a lógica do corpo e dando nós em si mesmos transmitem a quem assiste a certeza de que tudo é mutável.

Trapezistas vão balançando e dando piruetas, como que querendo retornar ao seu céu de lona.

A sedução de um Carlito apaixonado diverte e encanta a plateia com a pureza de uma rosa nas mãos, enquanto suavemente a bailarina de sombrinha se equilibra e atravessa a corda bamba da vida, é a vida por um fio.

Suspense e arrepios quando os Domadores enfrentam um leão por dia. A dificuldade é uma fera! O leão adora morder o bumbum do povo e só com muita ousadia para amansar o bicho feroz.

Malabaristas giram seus bastões, suas bolas e fitas coloridas que lançam fagulhas de luz e encanto.

E quem disse que nesse mundo onde o céu é de lona não tem estrelas??? Elas surgem do céu, de trás das cortinas, por baixo das arquibancadas de madeiras… as estrelas resplandecem no centro do picadeiro, brilham e se transformam nesses inúmeros artistas.

Os aplausos explodem a cada atração. Porém, o aplauso final anuncia que em breve será o momento da partida do grandioso  circo.

Gira a roda e gira o mundo. O universo gira também no ritmo da arte circense. O mundo que girou carroças, trens, agora gira carretas. O futuro chega com velocidade e o circo se reinventa sem perder  sua essência.

Oh Mãe de toda arte, que guarda seus principais artistas, suas lembranças e o principal, sua alegria! A arte do circo é imortal!

Se a modernidade futurista chega também à arte sonhadora do circo, por que não ganhar o espaço, conquistar todo o universo? As rodas que tanto giraram, se envolvem em fogo, explodem e impulsionam este mundo encantador em uma nave mística e feliz.

Anjos de luz balançam nos trapézios celeste; O ilusionista futurista suspende e move objetos sem tocá-los; Copos com velas salpicam luminosidade por sobre a cabeça de equilibristas estelares; Cores, luzes, magias…

E a partida se torna singela, pois o circo não pertence só a terra, mas agora, também a todo espaço sideral. O encanto do místico circo é espacial e eterno!

Viva a Arte Imortal! Viva o Maior Espetáculo do Universo! Viva o Circo!

Texto: Wellington Kirmeliene (Imperial) e Vitor Gabriel
Carnavalescos: Raphael Soares e Geuves Correia

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